Mesmo o Brasil possuindo uma das mais abrangentes leis contra a violência doméstica do mundo, ela por si só não se faz capaz de erradicar tamanha covardia considerando a continuidade de aumento na incidência do delito. Tais fatores acabam por evidenciar a falta de compreensão sob a criminalização desses atos que compactuam e prolongam os ideais machistas enraizados em uma cultura patriarcal fortemente influenciada pelo liberalismo, na qual a preocupação é majorada em regulamentar aspectos que permitam a convivência e participação no âmbito social, mantendo os aspectos privados sem visibilidade, dando a sensação de que os agentes exteriores não podem intervir em um ambiente tão íntimo como o lar. Essa invisibilidade do âmbito privado resulta em 500 casos de violência doméstica por hora no país, sendo essa uma das principais fontes de exclusão social que reafirmam a subordinação entre os sexos e oprime a manifestação feminina, já que reduz consideravelmente o acesso das mulheres às discussões políticas. Desse modo, a presente obra busca uma justificativa na cultura que aponte a razão da aceitação e naturalização da violência doméstica, tendo em vista que mesmo se tratando de uma agressão muitas vezes visível e barulhenta, ainda se tem a mentalidade de que terceiros não podem intervir a ponto de interrompê-la, deixando a cargo da vítima a iniciativa quanto às medidas penais necessárias à punição do agressor.
| Peso: | 290 g. |
| Páginas: | 137 |
| ISBN: | 9786525012384 |
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