Responsável pelo primeiro grande ciclo econômico da história do Brasil, a cana-de-açúcar moldou a formação e a identidade do nordeste e o jeito de ser e a alma do nordestino. Sem açúcar não se compreende o homem do nordeste, afirma Gilberto Freyre em iAçúcari, subtitulado uma sociologia do doce, com receitas de bolos e doces do Nordeste do Brasil.br Lançado em 1939, o livro despertou uma certa surpresa entre intelectuais. Ora, ora, um escritor consagrado tratando de receitas, falando de tachos de cobre, de ponto de doce, de fôrmas, de colheres de pau, de raladores, coisas tão femininas e tão da cozinha... br Dessas insinuações, Gilberto Freyre se defendeu por antecipação ao utilizar como epígrafe uma frase de Domingos Rodrigues, autor de iArte da cozinhai, livro publicado no final do século XVII e dedicado ao conde de Vimioso É o livro ocasionado aos mordazes pela matéria e pelo estilo mas uma e outra cousa será de todos respeitada sendo com o ilustre nome de V. S. defendido.br Hoje,i Açúcari é um clássico e, mais do que isso, uma introdução insubstituível ao reino mágico dos doces e bolos nordestinos, magia que se elabora na cozinha e termina na barriga do freguês, mas que vive inúmeras outras fases da colheita da cana e da goiaba, do caju ou de qualquer outra fruta utilizada em doces, à venda, outrora ao refrão tradicional do vendedor de rua. Isso sem falar em outra magia a dos nomes de bolos, bolinhos, biscoitos, sequilhos, doces. Alguns provocativos, sensuais argolinh
| Peso: | 300 g. |
| Páginas: | 272 |
| ISBN: | 9788526010697 |
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