Autora homenageada da 24ª Flip. Uma voz que, avessa a modismos, construiu uma das obras mais densas e singulares da poesia brasileira do século XX. Teia (1996), vencedor do prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), é o último livro de Orides Fontela publicado em vida. Se nos livros anteriores a poeta buscava a transcendência e a pureza do “pássaro”, aqui ela desce ao rés do chão para encarar o “antipássaro”: a matéria impura, o sangue e a aspereza do real. A metáfora central desloca-se do voo para a tecelagem. A aranha — figura do trabalho paciente, agressivo e silencioso — torna-se o emblema de uma escrita que não espera pela inspiração, mas arma ciladas para capturar o sentido. Com uma dicção enxuta, que tangencia o silêncio sem jamais perder a clareza, Orides urde poemas sobre a finitude, a memória e a dor de existir. Edição com textos de Marilena Chaui e Ivan Marques.
| Peso: | 247 g. |
| Páginas: | 144 |
| ISBN: | 9786551590085 |
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