Este livro propõe uma análise ampla e crítica da ocupação humana, da riqueza ambiental e dos desafios sociais e ecológicos da maior floresta tropical do planeta. A obra percorre décadas de crescimento, tensões e impactos socioambientais, examina as críticas que emergem nos anos 1980 ao modelo de desenvolvimento adotado e apresenta as primeiras iniciativas sustentáveis dos anos1990 — marco de uma nova consciência sobrea região. Hoje, essas ações se multiplicam em projetos comunitários, reservas extrativistas, manejo florestal e redes de cooperação voltadas à preservação ambiental e à justiça social. Com base em extensa pesquisa, o autor oferece ao leitor um panorama fundamentado sobre uma região onde vivem 28 milhões de pessoas, em nove estados brasileiros e três biomas distintos. Um livro essencial para quem deseja compreender por que o futuro da Amazônia diz tanto sobre o futuro do Brasil— e do mundo.
SUMÁRIO
Agradecimentos 5
Apresentação 11
Prefácio – Amazônia: mudança de época 13
Parte I – O Estado e outros atores
Capítulo 1 – Da economia gomífera em crise à integração nacional 25
1.1 Do extrativismo à economia agrícola na Amazônia . . . . . . . . . . . . . . . 25
1.2 Gênese do desenvolvimentismo brasileiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
1.3 Borracha e desenvolvimentismo colocaram a Amazônia na ribalta . . 40
1.4 Por rodovia se chegará à Amazônia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
1.5 Mudança do regime político e da política econômica . . . . . . . . . . . . . . 51
1.6 Desenvolvimentismo e política econômica heterodoxa . . . . . . . . . . . . 56
1.7 Amazônia no contexto do Brasil Grande Potência . . . . . . . . . . . . . . . . 60
1.8 Operação Amazônia no Governo Médici . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65
1.9 A realidade mostrou-se diferente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67
1.10 Desenvolvimento é bom e necessário, boa vontade e ufanismo
não são suficientes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 5
Capítulo 2 – Da política desenvolvimentista à ambientalista 84
2.1 Altera-se o cenário econômico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84
2.2 As consequências para a Amazônia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90
2.3 Na política nacional ocorriam mudanças . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
2.4 Meio ambiente na pauta da política mundial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98
2.5 O Brasil nesse novo cenário ambiental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .104
2.6 A Amazônia e as novas estratégias ambientais . . . . . . . . . . . . . . . . . . .112
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .119
Capítulo 3 – Outros atores: os produtivistas, os ambientalistas e os ilegais 123
3.1 Atores heterogêneos atuando na Amazônia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .123
3.2 Produtivistas: até quando? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .125
3.3 De produtivista a produtor sustentável, longa trajetória . . . . . . . . . . .129
3.4 Ambientalistas , sim; ideólogos políticos, não . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .133
3.5 Legalidade como um avanço civilizatório . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .139
3.6 Atores ilegais e o acesso à terra na Amazônia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .142
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .146
Parte II – Produção empírica e problemas ambientais
Capítulo 4 – Pecuária na Amazônia brasileira, 1619 a 1960: ultraextensiva 151
4.1 A capitania do Maranhão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .151
4.2 Os primeiros bovinos na Amazônia em criação ultraextensiva . . . . .154
4.3 Pecuária extensiva em expansão, mas pouco eficiente . . . . . . . . . . . . .160
4.4 Degradação das pastagens e queda de produtividade . . . . . . . . . . . . .165
4.5 Expansão da pecuária extensiva e o início das críticas . . . . . . . . . . . .168
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .172
Capítulo 5 – Colonização e reforma agrária com agricultura itinerante 178
5.1 Agricultura itinerante nos trópicos, uma prática milenar . . . . . . . . . .178
5.2 Tecnologia faz a diferença, quando usada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .181
5.3 Reforma agrária: um novo nome para a antiga colonização? . . . . . . .190
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .195
Capítulo 6 – Extrativismo madeireiro 200
6.1 Uma atividade de fronteira econômica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .200
6.2 Extrativismo madeireiro na Amazônia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .204
6.3 Uma atividade com impacto ambiental encoberto . . . . . . . . . . . . . . . .211
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .218
Parte III – Natureza amazônica, ambientalismo, capital natural
Capítulo 7 – Ser humano e natureza 225
7.1 Do ser humano nômade ao agricultor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .225
7.2 O indivíduo pré-colombiano na Amazônia: contribuição agrícola . .228
7.3 Cacicados na Amazônia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .233
7.4 Pesquisas recentes comprovam os primeiros relatos sobre os
povos originários da Amazônia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .241
7.5 O europeu na Amazônia e seus des
| Peso: | 960 g. |
| Páginas: | 768 |
| ISBN: | 9788532672810 |
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