Nesta obra David Le Breton explora os sentidos, todos os sentidos, como pensamento do mundo. Desta vez o antropólogo se deixa imergir no mundo a fim de sentir-se dentro e não diante dele. Ele nos mostra que o indivíduo não toma consciência de si senão através do sentir, que ele faz a experiência de sua existência por ressonâncias sensoriais e perceptivas. Dessa forma todo homem caminha num universo sensorial ligado ao que sua cultura e sua história pessoal fizeram de sua educação, cada sociedade desenhando uma "organização sensorial" que lhe é própria.
Sumário
Introdução, 11
Antropologia dos sentidos, 11
1 Uma antropologia dos sentidos, 21
Não há senão os sentidos e o sentido
• Os sentidos como pensamento
do mundo • Linguagem e percepções sensoriais • Educação
dos sentidos • Disparidades sensoriais • A hegemonia ocidental
da visão • Sinestesia • O limite dos sentidos
2 Do ver ao saber, 67
A luz do mundo • A cobiça dos olhares • A visão é também
aprendizagem • Visões do mundo • Limite dos sentidos ou visão
do mundo • Percepções das cores • Noite • Clarividência
3 Ouvir, ouvir-se: da harmonia ao mal-entendido, 129
Audições do mundo • Sonoridades do mundo • Infância como
imersão sonora • O barulho rompe a harmonia • O outro e sua
balbúrdia • Conjuração barulhenta do silêncio • A barulheira
deliberada como apelo à ordem do sentido • O som como limiar:
o exemplo dos sinos • O som como instância de transição
e limiar • Criações do mundo • Poder dos sons • Surdez ou substituição
do visual
4 A existência como uma história de pele: o tato ou o sentido do
contato, 203
À flor da pele • A pele • Concretude das coisas • A mão • O
apalpar • Infância do tato • As carências do tato • Tato do cego •
A temperatura dos acontecimentos
5 O toque do outro, 257
Do sentido do contato nas relações com outrem • Abraços • As
prevenções do tocar • Tocar o outro em suspenso • Ambiguidade
do tocar • Cuidar
6 Cheirar e cheirar-se, 289
A difamação ocidental do olfato • O odor como atmosfera
moral • Relatividade da apreciação dos odores • Os odores da
existência • Aprendizagem do universo odorante • Memória
olfativa • Osmologias, cosmologias • Odor de si • Odores do
erotismo • A olfação é uma moral intuitiva • Odor de santidade
• Odor do outro • O cenário racista do odor do outro • A
bromidrose fétida da raça alemã segundo Bérillon • Odores de
doença • Os dois gumes do odor • Desodorizar para civilizar
7 O alimento é um objeto sensorial total, 377
O alimento como constelação sensorial • A cerimônia do chá
8 Do paladar na boca ao prazer de viver: uma gustação do mundo,
393
O sentido dos sabores • A declinação cultural dos sabores • A
formação do sabor • O sabor cultural • Gulodice e puritanismo
• Visão ou gustação do mundo • A gustação do mundo como
caracterologia • O sabor de viver • Sabor e saciedade • Modernidade
• Saborear a presença dos outros • Saborear o outro
9 A culinária da repugnância, 467
O horror do outro • Remédios estercorários • A carne humana,
remédio universal • A antropologia de penúria alimentar • O
gosto do cachorro • Desconfiança diante da carne • Repugnância como moral • O corpo como
fator de repugnância • A atração da repugnância
Abertura, 511
Referências, 513
| Peso: | 558 g. |
| Páginas: | 552 |
| ISBN: | 9788532651846 |
Editora UnB - CNPJ n° 00.038.174/0019-72 - UnB, Centro de Vivência - Asa Sul - - BRASILIA - DF
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